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Editorial

Em recente conferência internacional realizada em Lisboa sobre tendências emergentes em matéria de filantropia foram identificadas cinco, pela Fundação Gulbenkian. A primeira aponta no sentido de articular donativos com investimentos, de modo a proporcionar a multiplicação dos resultados.

Acomodarmo-nos à prática corrente, tentando mantê-la, pode ser conjunturalmente o melhor. Mas nem o é sempre, nem dispensa a alternativa da ambição de fazer mais e melhor, ganhando pontos para as causas que preenchem os objetivos fixados para as instituições.

As parcerias, entre financiadores e financiados, devem assentar assim em programas estruturados, que visem resultados definidos com pormenor, em que o retorno estimado para o investimento é aceite à partida como prioritário e proporcional àqueles resultados.

Só instituições consistentes, capazes, credíveis e com uma ambição pertinente no contexto, sobrevivem de forma sustentada.

José Maria Sousa Rego
Presidente da Direção