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Editorial

A Agência Europeia para os Direitos Fundamentais — FRA — divulgou este mês de outubro o relatório Combating Child Poverty: an issue of fundamental rights que coloca Portugal entre os países onde o risco de pobreza e exclusão social de crianças é estimado entre 20 e 29%.

Aí se desenvolvem os três pilares de recomendações da Comissão Europeia, de 2013, para Investing in Children. São eles: o acesso a recursos adequados aos padrões de vida; o acesso a serviços de educação de qualidade e à cultura, e a oportunidade de jogar e fazer desporto; e a participação em processos de decisão.

Com uma taxa de fecundidade das mais baixas da europa, que nos levará a perder população neste século, na ordem dos 40%, e uma assinalável proporção da população jovem em risco de exclusão social, bem podemos em Portugal trabalhar no reforço do investimento na infância e na juventude, em linha com os três pilares acima definidos, e exigir políticas públicas de apoio à natalidade e à família.

A Associação de Solidariedade Social D. Pedro V apoia agora instituições que podem evidenciar resultados e boas práticas, em Nelas, Ponta Delgada, Lisboa, Castro Verde, Carcavelos e Porto, como pode ver em NOTÍCIAS. Procura proporcionar troca de conhecimentos e de práticas entre os respetivos profissionais e voluntários, reforçando a sua capacidade de resposta e os valores de solidariedade intergeracional que dão sustentabilidade à vida e maior coesão social.

José Maria Sousa Rego
Presidente da Direção